21/07/2010 19:07

A Agência Nacional de Saúde anunciou que os planos de saúde não são mais obrigados a cobrir implantes auditivos. Pior. Só garante o procedimento a maiores de 18 anos e apenas em um dos ouvidos.
A justificativa da Agência é de que não foram apresentados argumentos científicos que justificasse o implante duplo. Qualquer idiota pode entender que ter dois ouvidos, não é um exagero ou um erro da natureza. A ANS não.
Em Juiz de Fora (conhecida como a cidade com a passagem de ônibus mais barata do Brasil), a partir de agosto, os passageiros de ônibus municipais entrarão pela porta da frente, que nem em BH. Não sei se é uma discussão importante, mas qual a justificativa?
Segurança? Conforto? Rapidez?
Se me disserem que vão mandar os cobradores embora e o motorista vai acumular o serviço, eu entendo.
O que vai acontecer é que idosos, deficientes e outros beneficiados, vão se juntar ao público comum, congestionando ainda mais o que já é congestionado.
Conta outra.
Comente! |
0 comentários
11/07/2010 13:07

Frase do dia:
"O dinheiro não traz a felicidade, mas paga um boa prostituta".
Angélica não iria a lugar nenhum em Juiz de Fora.
Ontem, para conseguir o serviço, depois de ligar para uns 10 números, tive que sair de casa, pegar um ônibus até um ponto. Essa é a única cidade do mundo - que eu conheço - onde o passageiro tem que ir procurar o táxi, ao invés de ser buscado por ele.
Enquete na Tribuna de ontem indicou que o principal entrave ao desenvolvimento do turismo na cidade é a falta de táxis.
Pior que isso, grande número dos motoristas é mal treinado (ou mal educado, ou as duas coisas) e muitos carros têm péssima qualidade.
Existe uma grande má vontade para resolver o problema, da parte daqueles que têm poder para tal. Parece que interesses econômicos controlam as decisões favorecendo a manutenção de um esquema que favorece alguns e prejudica muitos. Isso inclui Prefeitura, Câmara e concessionários.
Pasmem! Não existe uma legislação para prestação do serviço. Na Lei Orgânica, a palavra "táxi" só ocorre uma vez, quando se obriga a existência de veículos adaptados para portadores de deficiências.
Como usuário do serviço eu tenho conversado e discutido com os motoristas e cheguei às seguintes conclusões:
1. De fato, o número de veículos é insuficiente. Isso é a base do problema. Porém, apenas colocar mais 50 carros sem resolver o resto da questão não vai adiantar nada.
2. O fluxo do trânsito em pontos de estrangulamento (lugares e horários) dificulta a circulação dos poucos veículos.
3. A prática do pagamento por quilômetro rodado faz com que os motoristas que trabalham sob esse regime só saiam do ponto na boa. Isso faz com que, em horários críticos, muitos carros fiquem parados esperando passageiros.
O caminho da solução está aí. Eu duvido que as autoridades responsáveis entendam menos do assunto que eu. A diferença é que eles não dependem do serviço, ou talvez dependam que o (des)serviço se mantenha como está.
Comente! |
1 comentários
10/07/2010 11:07

Há poucos dias um produtor me procurou porque precisava de um fim de semana de sexta a domingo para trazer um espetáculo à cidade. Pro-Música não tinha data, Solar só está disponível aos sábados e domingos (porque de segunda a sexta é alugado para uma faculdade) e acabou.
Juiz de Fora é uma cidade sem teatro.
Porém, tenho a honra de anunciar que seus problemas podem estar diminuindo (o que é uma versão realista de "seus problemas acabaram"). Tenho quatro boas notícias, que podem ficar melhores se concretizarem-se:
1. O Teatro Paschoal Carlos Magno deve ficar concluído até o fim dessa administração. A essa altura, a Funalfa deve ter assinado os convênios com o Minc.
2. Um banco (acho que é o Santander) estuda uma proposta de revitalizar o Cine Excelsior, "fechado para reformas" há mais de 10 anos.
3. A Casa D'Itália tem pronto um projeto de revitalização de toda a sua área, incluindo o teatro, que é considerado o melhor palco da cidade. Como 2011 é o ano Itália-Brasil, espera-se que até lá o projeto esteja realizado.
4. Já está em fase final de costura o convênio que vai passar à UFJF a gestão do Pro-Música. É questão de semanas. Se você está satisfeito com a administração do equipamento cultural da Universidade, regozije-se.
Se tudo der certo, vem aí a Nova Juiz de Fora do Teatro.
Enjoy!
Comente! |
1 comentários
06/07/2010 11:07

Às vezes eu tenho a sensação que sou a única pessoa no mundo que não gosta do CQC. Por isso resolvi escrever esse texto suicida, na esperança de encontrar alguma companhia na solidão da contramão.
Eu juro que tentei, mas não consegui achar motivo que justificasse ficar tanto tempo na audiência. Essa fórmula de constranger celebridades, o Pânico faz melhor e já deu no saco.
Mas o pior do programa é que ele tenta ser duas coisas e não consegue ser nenhuma: jornalismo ou humorístico.
Como humorístico é fraco. Apesar de ter grandes nomes no elenco, nem sempre batem bem de primeira. Improvisar é arriscado.
Como jornalismo é enganoso, porque forja a notícia, na medida em que interfere na criação do fato e o edita como piada. Você não acha suspeito que toda hora tenha notícia de que "integrante do CQC é agredido" aqui e acolá?
Marcelo Tas é um gênio e os garotos do stand-up são incríveis, mas o CQC é uma fórmula velha, requentada e sem graça. Seu sucesso se deve à falta de alternativas da TV aberta e à onda que se criou na internet.
Eu não gosto, mas isso é só a minha opinião.
#prontofalei
Comente! |
2 comentários
29/06/2010 11:06

Frase do dia de ontem: "Puta quiu pariu, Senhor"
(Kaká, ao errar um chute a gol)
Em tempo de Copa, quem marcou gol der placa, está na dita cuja. Agora é história. Enquanto o material resistir, nossos nomes estarão cravados na entrada do Jardim Botânico do Krambeck, que já está aberto a visitas guiadas.
RECEITA DE CANJIQUINHA
Ontem fiz uma canjiquinha pra comer de joelhos e passo a receita testada e aprovada.
Deixe meio pacote de canjiquinha de molho por umas três horas.
Tempere um peito de frango com gengibre e alecrim (além do tempero caseiro).
Pique um pinto de linguiça calabresa. Esse é o segredo da receita, a linguiça deve ter o tamanho do seu pinto, se for homem, ou de um pinto que te dê boa lembrança, se for mulher.
Doure a linguiça com muita cebola e alho. Acrescente o frango temperado e cozinhe em fogo baixo depois de refogar.
Ponha um litro de água pra ferver.
Enquanto isso, lave um molho de rúcula, um de salsa e pique bem fino, mais um pimentão verde. Reserve.
Depois de cozinhar o frango com a linguiça por uns 20 minutos, escorra a canjiquinha (que estava de molho) e misture às carnes. Acrescente água fervendo. Misture, tampe e fogo baixo.
Misture de vez em quando pra canjiquinha não agarrar no fundo da panela.
Quando estiver cozida, acrescente os verdes, mexa, desligue o fogo e abafe.
Pimenta e torradas acompanham bem.
Por gratidão, me convide.
Comente! |
1 comentários
27/06/2010 21:06

Dunga não é só um cara mal humorado e mal educado. Ele é também o que se chama de "um perfeito idiota". O "perfeito idiota" é aquele que além de ser idiota, faz questão de repetir e acentuar idiotices.
Enquanto o mundo ainda comentava chocado o erro da arbitragem no gol da Inglaterra, (aqueles 33 centímetros que serão lembrados pelos súditos da Rainha como "o tamanho da pemba sul-africana"), Dunga (que entre os anões era aquele que tinha um tipo de retardo), repercute o pensamento conservador que nega a presença da tecnologia no futebol.
Disse ele: "Se a tecnologia resolver as polêmicas de arbitragem, acaba a discussão no futebol".
Não, Dunga (que entre os anões era aquele que não falava nada, porque sabia que é melhor calar que falar bobagem), resolvidas as grandes injustiças e erros de arbitragem, vamos discutir o que importa, o jogo.
O tênis, o basquete, o atletismo, e outros esportes, usam diversos tipos de recursos para reduzir a falha humana.
O futebol é um negócio de velhos Dungas.
Não existe ética no futebol. Existe o que o juiz marca. E é aceitável quando a favor do nosso time.
Comente! |
1 comentários
02/06/2010 18:06

Essa Copa vai ser o programa de vagabundos, por causa do horário dos jogos. Por isso o Congresso quer decretar férias parlamentares, que vão emendar com as eleições e acabar em novembro, início das férias de fim de ano, que acabam depois do Carnaval.
Estou meio desanimado com a Copa, mas não é porque a seleção do Dumbo joga com quatro zagueiros e seis volantes. Mas é por causa daquelas malditas cornetas que eles chamam de Vuvuzelas.
Aliás, por que não chamam simplesmente "cornetas"? A bola chama Jabulani. Tudo lá tem nome que parece apelido de buceta. Como é que será que eles se referem à dita cuja?
Voltando às cornetas, que inferno! Eles não conversam, não bebem, não fumam? Ficam o jogo inteiro soprando aquela porcaria. Eu fui atacado por abelhas fico tenso o jogo inteiro, porque parece sonoplastia de filme de terror "O Ataque Das Abelhas Assassinas", com o Galvão Bueno narrando.
Mas aí o Brasil foi fazer um amistoso com a seleção do Zimbabwe, antiga Rodésia, governada a mais de 30 anos pelo Hitler negro Mugabe (que cunhou pérolas como "branco bom é branco morto"). Isso é daquelas coisas que você aprende no cursinho e diz "essa porra nunca vai servir pra nada". Chegou a hora.
Zimbabwe é um dos países mais fudidos do mundo. Tem 80% de desempregados e a inflação é tão alta que eles pararam de medir porque não cabia mais no visor das calculadoras. A seleção deles é tão ruim que nem está no ranking da Fifa.
A justificativa do amistoso foi "levar um pouco de alegria ao povo sofrido do Zimbabwe". Então não é amistoso, é ajuda humanitária.
E começa o jogo e o Brasil leva um sufoco, mas o esquema defensivo do Dumbo funciona e o Deus de Kaká parece ser mais poderoso que os deuses da macumba. Fizemos um gol de bola parada, coisa que algumas mulheres não conseguem entender.
Os destaques do time deles eram o lateral de nome Mapemba - que jogava duro, e o atacante Benjani, especialista em roubadas de bola.
Final de jogo e chegamos à conclusão que esse amistoso não nos levou a conclusão nenhuma. Exceto que eu preciso de uma TV que tenha uma tecla que filtre o barulho das Vuvuzelas.
Comente! |
3 comentários
19/05/2010 10:05

Em sua mensagem comemorativa dos 160 anos de Juiz de Fora, a prefeitura deseja "sorte e felicidade". Sorte?
Outro dia vi um filme de guerra onde um soldado tinha que atravessar uma linha de fogo para realizar uma missão. Era uma questão de vida ou morte. O sargento olha nos olhos dele, respira fundo e diz: boa sorte.
É precisamente num caso desses que se deseja boa sorte, quando o fator sorte atua no resultado pretendido.
Quando uma prefeitura deseja boa sorte aos cidadãos e à cidade, acidentalmente está dizendo: "fizemos o que podíamos, agora é uma questão de sorte"; "pra você conseguir uma consulta no HPS precisa ter sorte"; "pra não pegar dengue, boa sorte"; "se quer pegar um taxi, só com muita sorte".
Azar de quem depende dos serviços públicos.
Há quem diga que essas peças publicitárias fazem parte de uma campanha subliminar pela implantação de um Cassino que seria construído na Nova Juiz de Fora. Além do desejo de sorte, o naipe de paus lembra as cartas de baralho.
Mas isso é piada.
Comente! |
3 comentários
08/04/2010 18:04

Você já se deu conta do que é a BR-440?
No projeto, a estrada começa em São Pedro - próximo à represa - desce por trás do Privilége, cai no Borboleta e sai no Mariano Procópio. A outra ponta da cobra vem do bendito aeroporto de Goianá, passa ao lado da represa João Penido e deve sair pela Remonta e junta na ponte de Sta Terezinha.
O meu comentário começa com uma pergunta: qual a vantagem de fazer passar uma rodovia federal por dentro de uma cidade que está com o trânsito em colapso?
E nós, que sempre sonhamos em tirar os trilhos do trem que cortam nosso fluxo, vamos acrescentar um movimento de rodovia à nossa malha?
Quem tem essas idéias ganha dinheiro pra isso?
Eu tenho um monte de propostas torpes e idiotas e posso vendê-las pela metade do preço.
A propósito, a represa de São Pedro já era! Começou a ser morta quando abriram a BR-040; deram outro pancada com o Expominas e agora a BR-440 é o golpe de misericórdia.
E pra encerrar, alguém pode me explicar como vão nivelar a pista na altura do Bahamas de São Pedro? A galeria do córrego ficou pelo menos 1 metro mais alta (foto). Estamos pagando aquela obra?
Comente! |
7 comentários
05/04/2010 09:04

As igrejas têm um gosto às vezes exagerado pelo dinheiro.
Não fosse o próprio Cristo ter expulsado os vendilhões do templo, quem poderia condená-las?
É claro que todas devem ter justificativas decentes para conviver com os altos giros financeiros ligados à prática religiosa. Os Padres Fábio Melo e Marcelo Rossi faturam mais que muitos concorrentes pagãos; Edir Macedo construiu um império de comunicação, e os exemplos são muitos.
Longe de criticar a prática cristã-capitalista (até porque, se Deus está vendo tudo isso e não faz nada, quem sou eu?) venho oferecer uma idéia que tive durante a última Páscoa.
Os símbolos e mensagens estão tão dissociados que pouca gente consegue entender o que tem a ver um ovo de chocolate com a ressurreição de Cristo. E o coelho, como se encaixa nessa trama? Coelhos não botam ovos!
Foi aí que pensei: Por que não fazem um Jesus de chocolate? A imagem pode ser vendida em separado ou vir dentro de um ovo.
E o melhor da idéia, as indústrias de chocolate deveriam pagar royalties às igrejas pelo uso da imagem sagrada.
E o aspecto supremo da sugestão: as imagens poderiam ser consagradas na fábrica e quando alguém comesse uma delas estaria comungando. Com a vantagem de ter um alimento mais nutritivo que aquela pastilha de farinha com água.
É ou não é uma boa idéia?
Comente! |
4 comentários