02/09/2010 22:09

Custódio levou uma sonora vaia no Central na abertura do Festival de Teatro promovido pela Funalfa. Duas mil pessoas esperavam pelo espetáculo com a Beth Goulart e não foram nada gentis com o anfitrião.
De quebra, vaiaram os Deputados Paulo Delgado, Júlio Delgado (representado pela irmã).
Custódio anunciava a retomada das obras do Teatro Paschoal Carlos Magno, antiga reivindicação da comunidade. Com o seu apoio, a Funalfa elaborou o projeto que está sendo viabilizado com a ajuda dos dois deputados vaiados: Paulo e Júlio Delgado. Júlio destinou R$ 500 mil em emenda para a obra e Paulo fez aprovar o projeto de R$ 3 milhões no Minc.
Eu acredito na vaia como um direito constitucional, parte da liberdade de expressão, mas eu acho que aquele é um momento de aplaudir.
Afinal, o que queremos é que nossas autoridades e representantes façam coisas certas e boas, e quando eles fazem precisam ser reconhecidos.
Essa é a boa política que precisa ser incentivada.
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31/08/2010 19:08

Movimento Gay de Minas considera a nova roleta homofóbica.
Eu posso estar chovendo no molhado, mas por conta do novo Plano Nacional de Banda Larga andei trocando ideias com quem entende do assunto e entendi com clareza o "golpe" de que é vítima o consumidor que contrata alguns planos de acesso à internet.
Você contrata um plano de 1Mb e está no contrato que o provedor garante 10% do que você contratou. Só isso - em minha opinião - já é uma enrolada. Mas como está no contrato, você leu e assinou, paciência.
O que foi novo para mim, foi descobrir porque a operadora garante apenas 10% do serviço contratado.
O esquema é o seguinte: aquele 1 MB que você paga é dividido com mais 10 a 16 consumidores. Ou seja, se os 16 estiverem conectados ao mesmo tempo, sua velocidade de acesso cai, porque a banda é dividida entre todos.
A questão é, se eu divido a banda, porque não divido também a conta?
Se a operadora me garante apenas 10% da velocidade contratada, por que não cobra então só o que conseguiu servir?
Por que não existe um medidor de velocidade que, ao fim do mês, anota as taxas de velocidade conseguidas e cobra sobre o que foi fornecido de fato?
Por que eu pago o que não consumi? Por que eu pago o que outros consumiram?
Pelas minhas contas, a operadora recebe 16 vezes por cada unidade de serviço oferecida.
No código penal, qual é o nome que se dá a isso?
Se o Plano Nacional de Banda Larga corrigisse esse absurdo, já faria bom papel.
A "NOVA SANTO ANTÔNIO"
Está quase pronta a "Nova R. Santo Antônio". O asfalto liso que deve durar até às vésperas da próxima eleição, quando será refeito.
O único erro da obra é que a "Nova R. Santo Antônio" foi feita exatamente no mesmo lugar da "Velha R. Santo Antônio", o que vale dizer que não vai resolver o problema maior que é o congestionamento do trânsito no Centro.
Os velhos problemas precisam de novas ideias.
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19/08/2010 14:08

ALELUIA!
Ficamos entre estupefatos e indignados com a volta de Alberto Bejani às telas, em grande estilo de recuperação de imagem. Foi-lhe dada em duas oportunidades (na TV Panorama e na TVE), a chance de se explicar e convencer a audiência da sua inocência.
Bejani não só continua habilidoso na retórica, como agora veste o novo personagem "Antônio Conselheiro da Nova Juiz de Fora", o Pastor remido e purificado pela chama divina.
Na TV Panorama, foi constrangedor ver quatro profissionais serem driblados por um espertalhão. Bejani teve dois anos para preparar boas respostas para perguntas óbvias.
Na TVE o que se viu foi um trabalho de equipe mais bem feito: bolas levantadas para o ex-prefeito bater. Em comédia a gente chama esse trabalho de "escada".
O que esse episódio trouxe de novo para nossa informação sobre o caso?
No que é visível, nada. A velha história de venda da fazenda, o arrependimento, a culpa dos assessores, a prisão injusta por causa da arma e blá, blá, blá.
Algumas coisas nas sombras merecem reflexão.
Por que a TV Globo (aqui conhecida como Panorama) ofereceu esse espaço privilegiado?
Se não há fato novo, por que requentar o assunto?
As emissoras costumam ser instrumentalizadas como balcões políticos. Deixam de ser um veículo de comunicação e passam a servir a interesses de promoção e perseguição, a amigos e inimigos. Bejani penou nas mãos da emissora e agora senta confortavelmente no seu estúdio. Não há como entender o episódio "Entrevista" senão como parte de um pacto.
E essa história de igreja?
A exploração da fé é um dos melhores negócios no Brasil. Não há fiscalização, isenção total, e o Grande Sócio não cobra um centavo de participação. É o caminho natural dos grandes estelionatários, que passam a praticar golpes protegidos pela legislação.
Bejani sempre usou o expediente messiânico: padrinho dos pobres, devoto da Rosa Mística e agora Pastor da Igreja Batista Resplandecente Estrela da Manhã.
Surfando na péssima avaliação da atual administração, ele provoca suspiros de saudade dos seus seguidores. Mas garante, nunca mais volta para a política. Claro que não, a religião rende muito mais e melhores bênçãos.
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09/08/2010 10:08

Corre o boato de que o Sport Clube Juiz de Fora, um dos mais tradicionais de Juiz de Fora, estaria sendo vendido para um grupo de três empresários.
O negócio estaria sendo fechado na casa dos trinta milhões.
Ao que tudo indica, a área seria transformada em um shopping center.
Independentemente do desfecho, é inegável que o futuro dos "grandes clubes" está em cheque.
EM TEMPO
Recebi a informação da assessoria jurídica do Clube que não existe nenhuma consistência na informação aqui publicada.
Como a fonte é confiável, ainda aguardo retorno.
Porém, antecipo minhas desculpas aos leitores se porventura causei desnecessário estresse.
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21/07/2010 19:07

A Agência Nacional de Saúde anunciou que os planos de saúde não são mais obrigados a cobrir implantes auditivos. Pior. Só garante o procedimento a maiores de 18 anos e apenas em um dos ouvidos.
A justificativa da Agência é de que não foram apresentados argumentos científicos que justificasse o implante duplo. Qualquer idiota pode entender que ter dois ouvidos, não é um exagero ou um erro da natureza. A ANS não.
Em Juiz de Fora (conhecida como a cidade com a passagem de ônibus mais barata do Brasil), a partir de agosto, os passageiros de ônibus municipais entrarão pela porta da frente, que nem em BH. Não sei se é uma discussão importante, mas qual a justificativa?
Segurança? Conforto? Rapidez?
Se me disserem que vão mandar os cobradores embora e o motorista vai acumular o serviço, eu entendo.
O que vai acontecer é que idosos, deficientes e outros beneficiados, vão se juntar ao público comum, congestionando ainda mais o que já é congestionado.
Conta outra.
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11/07/2010 13:07

Frase do dia:
"O dinheiro não traz a felicidade, mas paga um boa prostituta".
Angélica não iria a lugar nenhum em Juiz de Fora.
Ontem, para conseguir o serviço, depois de ligar para uns 10 números, tive que sair de casa, pegar um ônibus até um ponto. Essa é a única cidade do mundo - que eu conheço - onde o passageiro tem que ir procurar o táxi, ao invés de ser buscado por ele.
Enquete na Tribuna de ontem indicou que o principal entrave ao desenvolvimento do turismo na cidade é a falta de táxis.
Pior que isso, grande número dos motoristas é mal treinado (ou mal educado, ou as duas coisas) e muitos carros têm péssima qualidade.
Existe uma grande má vontade para resolver o problema, da parte daqueles que têm poder para tal. Parece que interesses econômicos controlam as decisões favorecendo a manutenção de um esquema que favorece alguns e prejudica muitos. Isso inclui Prefeitura, Câmara e concessionários.
Pasmem! Não existe uma legislação para prestação do serviço. Na Lei Orgânica, a palavra "táxi" só ocorre uma vez, quando se obriga a existência de veículos adaptados para portadores de deficiências.
Como usuário do serviço eu tenho conversado e discutido com os motoristas e cheguei às seguintes conclusões:
1. De fato, o número de veículos é insuficiente. Isso é a base do problema. Porém, apenas colocar mais 50 carros sem resolver o resto da questão não vai adiantar nada.
2. O fluxo do trânsito em pontos de estrangulamento (lugares e horários) dificulta a circulação dos poucos veículos.
3. A prática do pagamento por quilômetro rodado faz com que os motoristas que trabalham sob esse regime só saiam do ponto na boa. Isso faz com que, em horários críticos, muitos carros fiquem parados esperando passageiros.
O caminho da solução está aí. Eu duvido que as autoridades responsáveis entendam menos do assunto que eu. A diferença é que eles não dependem do serviço, ou talvez dependam que o (des)serviço se mantenha como está.
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10/07/2010 11:07

Há poucos dias um produtor me procurou porque precisava de um fim de semana de sexta a domingo para trazer um espetáculo à cidade. Pro-Música não tinha data, Solar só está disponível aos sábados e domingos (porque de segunda a sexta é alugado para uma faculdade) e acabou.
Juiz de Fora é uma cidade sem teatro.
Porém, tenho a honra de anunciar que seus problemas podem estar diminuindo (o que é uma versão realista de "seus problemas acabaram"). Tenho quatro boas notícias, que podem ficar melhores se concretizarem-se:
1. O Teatro Paschoal Carlos Magno deve ficar concluído até o fim dessa administração. A essa altura, a Funalfa deve ter assinado os convênios com o Minc.
2. Um banco (acho que é o Santander) estuda uma proposta de revitalizar o Cine Excelsior, "fechado para reformas" há mais de 10 anos.
3. A Casa D'Itália tem pronto um projeto de revitalização de toda a sua área, incluindo o teatro, que é considerado o melhor palco da cidade. Como 2011 é o ano Itália-Brasil, espera-se que até lá o projeto esteja realizado.
4. Já está em fase final de costura o convênio que vai passar à UFJF a gestão do Pro-Música. É questão de semanas. Se você está satisfeito com a administração do equipamento cultural da Universidade, regozije-se.
Se tudo der certo, vem aí a Nova Juiz de Fora do Teatro.
Enjoy!
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06/07/2010 11:07

Às vezes eu tenho a sensação que sou a única pessoa no mundo que não gosta do CQC. Por isso resolvi escrever esse texto suicida, na esperança de encontrar alguma companhia na solidão da contramão.
Eu juro que tentei, mas não consegui achar motivo que justificasse ficar tanto tempo na audiência. Essa fórmula de constranger celebridades, o Pânico faz melhor e já deu no saco.
Mas o pior do programa é que ele tenta ser duas coisas e não consegue ser nenhuma: jornalismo ou humorístico.
Como humorístico é fraco. Apesar de ter grandes nomes no elenco, nem sempre batem bem de primeira. Improvisar é arriscado.
Como jornalismo é enganoso, porque forja a notícia, na medida em que interfere na criação do fato e o edita como piada. Você não acha suspeito que toda hora tenha notícia de que "integrante do CQC é agredido" aqui e acolá?
Marcelo Tas é um gênio e os garotos do stand-up são incríveis, mas o CQC é uma fórmula velha, requentada e sem graça. Seu sucesso se deve à falta de alternativas da TV aberta e à onda que se criou na internet.
Eu não gosto, mas isso é só a minha opinião.
#prontofalei
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29/06/2010 11:06

Frase do dia de ontem: "Puta quiu pariu, Senhor"
(Kaká, ao errar um chute a gol)
Em tempo de Copa, quem marcou gol der placa, está na dita cuja. Agora é história. Enquanto o material resistir, nossos nomes estarão cravados na entrada do Jardim Botânico do Krambeck, que já está aberto a visitas guiadas.
RECEITA DE CANJIQUINHA
Ontem fiz uma canjiquinha pra comer de joelhos e passo a receita testada e aprovada.
Deixe meio pacote de canjiquinha de molho por umas três horas.
Tempere um peito de frango com gengibre e alecrim (além do tempero caseiro).
Pique um pinto de linguiça calabresa. Esse é o segredo da receita, a linguiça deve ter o tamanho do seu pinto, se for homem, ou de um pinto que te dê boa lembrança, se for mulher.
Doure a linguiça com muita cebola e alho. Acrescente o frango temperado e cozinhe em fogo baixo depois de refogar.
Ponha um litro de água pra ferver.
Enquanto isso, lave um molho de rúcula, um de salsa e pique bem fino, mais um pimentão verde. Reserve.
Depois de cozinhar o frango com a linguiça por uns 20 minutos, escorra a canjiquinha (que estava de molho) e misture às carnes. Acrescente água fervendo. Misture, tampe e fogo baixo.
Misture de vez em quando pra canjiquinha não agarrar no fundo da panela.
Quando estiver cozida, acrescente os verdes, mexa, desligue o fogo e abafe.
Pimenta e torradas acompanham bem.
Por gratidão, me convide.
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27/06/2010 21:06

Dunga não é só um cara mal humorado e mal educado. Ele é também o que se chama de "um perfeito idiota". O "perfeito idiota" é aquele que além de ser idiota, faz questão de repetir e acentuar idiotices.
Enquanto o mundo ainda comentava chocado o erro da arbitragem no gol da Inglaterra, (aqueles 33 centímetros que serão lembrados pelos súditos da Rainha como "o tamanho da pemba sul-africana"), Dunga (que entre os anões era aquele que tinha um tipo de retardo), repercute o pensamento conservador que nega a presença da tecnologia no futebol.
Disse ele: "Se a tecnologia resolver as polêmicas de arbitragem, acaba a discussão no futebol".
Não, Dunga (que entre os anões era aquele que não falava nada, porque sabia que é melhor calar que falar bobagem), resolvidas as grandes injustiças e erros de arbitragem, vamos discutir o que importa, o jogo.
O tênis, o basquete, o atletismo, e outros esportes, usam diversos tipos de recursos para reduzir a falha humana.
O futebol é um negócio de velhos Dungas.
Não existe ética no futebol. Existe o que o juiz marca. E é aceitável quando a favor do nosso time.
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