20/06/2009 11:06

Se Al Capone vivesse no Brasil de hoje estaria dando entrevista no programa da Marília Gabriela como "empresário agressivo e polêmico".
Tem que ser comemorada a iniciativa do Promotor Julio Cesar de entrar na justiça com uma ação contra o "Demolidor" do patrimônio municipal.
Na pior das hipóteses vai dar muita dor de cabeça para o autor da infeliz façanha e servir de exemplo para quem houvesse se sentido estimulado a fazer o mesmo.
A cidade precisa do Promotor assim, valente, agressivo, porém com um pouco menos de pirotecnia. Embora lhe caiba o direito de exigir a "reconstrução da casa nas mesmas características originais" essa é uma petição que não pode ser apoiada e gera o risco de exibir exagero.
BANDIDOS
Lula disse que "não se pode chamar de bandido quem desmata nossas florestas".
Isso levanta uma questão crucial: por definição o bandido é aquele que age à margem da lei, com o objetivo de tirar vantagem com o prejuízo alheio.
Na visão do presidente, porém, os grandes contraventores apenas são "agentes de um certo momento da nossa evolução". Bandida só é aquela dona que roubou uma caixa de chiclets. Basta olhar a ocupação das nossas cadeias. Os grandes contraventores (banqueiros, grileiros, senadores) aguardam em liberdade o julgamento de um recurso.
RITALINA
Foi uma grata surpresa ver o show do "Bar de Papo".
O show "Cabaret da Loucura" liga o grupo às suas raízes barbacenenses e é muito bem acabado. Os atores têm excelente desempenho, embora o show fique mais por conta dos caras. As meninas atuam como partners, o que não chega a ser um problema.
O único senão que eu coloco é no que diz respeito à diferença entre o que seja "teatro-de-bar" e "teatro-no-bar". O "Cabaret" é um show feito NO bar mas não chega a ser DE bar. Quando o diretor avisa que "durante o show não haverá serviço" está colocada a diferença.
O teatro-de-bar respeita e se integra às características próprias do ambiente. Ele não só permite que o bar continue funcionando como tal, como - e principalmente - se integra a ele.
O que eu, e os que estavam comigo, sentimos falta foi de uma maior interação com o público. E isso tem que ser feito com verdade, sem parecer um truque de cena.
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