11/07/2010 13:07

Frase do dia:
"O dinheiro não traz a felicidade, mas paga um boa prostituta".
Angélica não iria a lugar nenhum em Juiz de Fora.
Ontem, para conseguir o serviço, depois de ligar para uns 10 números, tive que sair de casa, pegar um ônibus até um ponto. Essa é a única cidade do mundo - que eu conheço - onde o passageiro tem que ir procurar o táxi, ao invés de ser buscado por ele.
Enquete na Tribuna de ontem indicou que o principal entrave ao desenvolvimento do turismo na cidade é a falta de táxis.
Pior que isso, grande número dos motoristas é mal treinado (ou mal educado, ou as duas coisas) e muitos carros têm péssima qualidade.
Existe uma grande má vontade para resolver o problema, da parte daqueles que têm poder para tal. Parece que interesses econômicos controlam as decisões favorecendo a manutenção de um esquema que favorece alguns e prejudica muitos. Isso inclui Prefeitura, Câmara e concessionários.
Pasmem! Não existe uma legislação para prestação do serviço. Na Lei Orgânica, a palavra "táxi" só ocorre uma vez, quando se obriga a existência de veículos adaptados para portadores de deficiências.
Como usuário do serviço eu tenho conversado e discutido com os motoristas e cheguei às seguintes conclusões:
1. De fato, o número de veículos é insuficiente. Isso é a base do problema. Porém, apenas colocar mais 50 carros sem resolver o resto da questão não vai adiantar nada.
2. O fluxo do trânsito em pontos de estrangulamento (lugares e horários) dificulta a circulação dos poucos veículos.
3. A prática do pagamento por quilômetro rodado faz com que os motoristas que trabalham sob esse regime só saiam do ponto na boa. Isso faz com que, em horários críticos, muitos carros fiquem parados esperando passageiros.
O caminho da solução está aí. Eu duvido que as autoridades responsáveis entendam menos do assunto que eu. A diferença é que eles não dependem do serviço, ou talvez dependam que o (des)serviço se mantenha como está.
So um adendo Gueminho: existe sim uma legislação para o serviço de táxi em JF.