19/07/2009 11:07

Faltaram apenas dois votos para aprovar a CPI do Lixão de Dias Tavares, o esquema de 250 milhões que começou a ser tramado entre Bejani e a Queiroz Galvão. Assinaram o requerimento do vereador Castelar os seguintes pares: Betão, Cheker, Figueirôa e Fiorillo.
Os motivos abaixo relacionados são mais que suficientes para promover uma investigação profunda e dar transparência a um contrato que vai custar muito aos cofres públicos.
Cópia desta postagem foi remetida a todos os vereadores, oferecendo a eles espaço para justificarem sua posição nesta questão.
Entenda a questão do esquema do Lixão de Dias Tavares, passo a passo:
1. O aterro do Salvaterra tem vida útil para até 2019.
2. A empresa SMAL - Saneamento e Meio Ambienta LTDA, de Belo Horizonte, ligada à Queiroz Galvão, produziu em 2005 um relatório que deu origem ao estado de emergência decretado pelo então prefeito Bejani.
3. O "estado de emergência" possibilita a contratação sem licitação, da Queiroz Galvão para a implantação do Aterro Sanitário de Dias Tavares.
4. Para Justificar a decretação de estado de emergência o DEMLURB lançou lixo indiscriminadamente, nas proximidades da guarita do aterro e da BR-040, que resultaram em dois autos de infração no valor aproximado de R$130.000,00 aplicados neste ano de 2009 pelo COPAM - Conselho Estadual de Política Ambiental.
5. A Queiroz Galvão compra da fazenda Barbeiro (local do futuro aterro) antes da abertura dos envelopes da licitação
6. A CPI que investigou os crimes de Bejani identificou pagamentos mensais de R$100.000,00 da construtora Queiroz Galvão ao então prefeito.
7. O projeto de Dias Tavares coloca em risco as bacias de classe 1 da região.
8. A certificação da vida útil do aterro de Salvaterra, solicitada pelo CONDEMA não foi atendida até a presente data.
9. Há claros indícios de superfaturamento de milhões de reais na planilha de custos do contrato de concessão que devem ser investigados através de perícias contábil e de engenharia.
10. Empresas como a Queiroz Galvão estão envolvidas em diversos escândalos e são conhecidas como a "Máfia do Lixo".
UMA NO PLÁSTICO E OUTRA NA FERRADURA
Segue para sanção do prefeito Custódio Mattos projeto aprovado pela Câmara, de autoria do vereador Júlio Gasparette (PMDB), que proíbe o uso de embalagens plásticas, sacos de plástico para lixo e sacolas plásticas em todos os estabelecimentos comerciais, industriais e prestadores de serviço. Eles terão prazo de três anos para se adequar.
Estranho que a preocupação ecológica do vereador não tenha se repetido na aprovação da CPI do Lixão de Dias Tavares. Ele não assinou o requerimento.
Mesmo assim, há que se louvar a iniciativa que vai trazer conseqüências fundamentais para hábitos danosos ao meio ambiente. Mesmo que não atinja o pleno pretendido, vai gerar importante debate.
Uma cidade como Juiz de Fora consome cerca de 1 milhão de sacolas de plástico (2 por habitante) por dia, que vão entupir bocas de lobo, poluir córregos e rios.
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