26/10/2009 11:10

Fui ver o show do Rafinha Bastos ontem no Central.
Achei muito bom, redondo, no clássico estilo stand up.
Uma coisa, porém, me chamou a atenção: o público em sua maioria não foi ver um show de humor, e sim uma atração do CQC. Sem o CQC Rafinha não encheria a Pro-música. Quem liga pra isso?
No fim, uma fila gigantesca de pessoas de Rondônia esperava para tirar fotos com o pop star.
CARIOCA DO BREJO
Coisas estranhas aconteceram ontem no clássico entre Flamengo e Botafogo no Engenhão. O placar não teve nada de estranho.
Antes do início da partida, uma panorâmica mostrava o estádio cheio de vazios. Todas as previsões indicavam risco de superlotação. A polícia deslocou mais de mil meganhas para a operação.
Quando anunciaram o público veio a surpresa: 25 mil pagantes e 22 mil presentes. Como assim? A explicação é simples: prevendo estouro de lotação os cambistas compraram milhares de ingressos e morreram com eles no bolso.
Estranho mesmo é que o público não tenha comparecido. Nem mesmo os cambistas foram capazes de prever o furo. Por que flamenguistas e botafoguenses não foram ver um jogo tão importante?
A minha resposta é: foi uma clara manifestação contra a idiotia de dirigentes que não programaram o evento pro lugar certo, que era o Maracanã.
Os cartolas alvinegros pagaram caro: perderam dinheiro, o jogo, a moral e que quebra, um pênalti.
Eu conheço uma estrela que faz show de humor como ninguém e infrentaria uma fila gigantesca pra tirar foto com ele e ele enche o Central, eu já vi. Sei também que quase caíram do camorote por causa dele.Ele tem um coração enorme,é um ser humano lindo!Isso faz dele uma estrela ainda maior!
Será que o que afugentou a torcida não foi a guerrilla? A Grobo tá mostrando um Rio de Janeiro tão mórbido esses dias que o povo deve ter ficado em casa, com medo de ser abatido por fuzil.