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PÍLULAS MOMESCAS

16/02/2010 10:02


arruda

Eu sempre acho que as TVs podiam economizar se fizessem apenas um filme sobre o carnaval em todo o país. É sempre tudo tão a mesma coisa. É o maracatu, é o frevo, é a nova moda de Salvador (que é igualzinha à do ano passado), são as escolas do Rio e seus covers de São Paulo. E os "animadíssimos" carnavais do interior. Haja saco!

Eu não vou falar mais sobre o carnaval de Juiz de Fora. É uma festa legítima. Só não é legítimo consumir uma fortuna dos cofres públicos para realizar um evento onde o investimento não aparece em benefício. Quer insistir nesse modelo decadente? Então que cada um faça por seus próprios recursos financeiros. Qual a justificativa de uma festa popular que só acontece se a prefeitura banca?

A nota pitoresca foi a ausência do prefeito na cerimônia de entrega da Chave da Cidade na Banda Daki. Dizem que havia um bloco de IPTUs esperando por ele. Momo, esse ano, governou como visitante.

 

ARRUDAS

Enquanto a loura Geyse era destaque na avenida, seu parente governador puxava as luzes para Brasília, que comemora 50 anos em cana.

Todos nos sentimos vingados com a prisão de um corrupto, como nos divertimos com a morte dos nazistas em "Bastardos Inglórios".

Mas que ninguém se iluda, a festa não dura muito pelo simples fato que todo o nosso sistema legal é feito para proteger criminosos desse tipo: fórum privilegiado, habeas corpus, recursos, etc.

A nota pitoresca foi a "cela especial" onde Arruda ficou preso: TV a cabo e telefone - entre outros itens. As TVs insistiam em dizer que ele estava proibido de usar o telefone. Ora, ele está preso exatamente pelo fato de não respeitar proibições.

O delegado da PF explicava que a cela dele era condigna com a sua condição de autoridade. Ora, uma cela tem que ser condigna com o crime cometido, porque o seu status de autoridade se desfez a partir de então.

 

 

 

 


Comentários

Biju (04/03/2010):

Braço quebrado agora é desculpa? Digita com o dedão do pé, mas atualiza esse brog, sô!


VLC (17/02/2010):

Concordo em gênero, número e "degrau" com o qu você escreveu.Querem fazer carnaval, que o façam com dinheiro arrecadado durante o ano, em eventos e vendendo fantasias. O IPTU que nos dói tanto no bolso, as taxas de limpeza que triplicam a cada ano, não podem continuar a pagar esse tipo de eventos.Cada escola deveria entrar na avenida com seus próprios recursos. Seria o mais adequado.


Francisco Leonel (17/02/2010):

Sem querer ser puxa saco você mais uma vez esta coberto de razão. Eu por exemplo gosto de ir a bares ver filmes e quando o tempo permite ir ate ao teatro sempre fiz com meus recursos. Quanto ao Arruda infelizmente vai acabar em pizza, afinal o chefe da Nação pediu para ele (Arruda) não ser exposto. E por fim FELIZ ANO NOVO, dizem que as coisas por aqui só começam depois do carnaval, mais tenho lá minhas duvidas com copa do mundo e eleição...


MAM (16/02/2010):

Embora você, Gueminhho, não queira mais falar sobre o carnaval JF (E está coberto de razão. É difícil falar sobe fatos que não ocorrem...), é sobre isso que vou comentar. Quanto aos desfiles, não sou tão contrário ás transmissões pela tv, considerando que a programação normal é também um lixo. Agora, a BAND transmitir, há anos, o carnaval da Bahia é absolutamente inexplicável. Tem coisa mais "xarope"? As outras emissoras, bem...acho que não entram nessa de carnaval, a não ser a parasita RedeTV. Carnaval de JF: Difícil de comentar de tão patético. A decadência é evidente; escolas paupérrimas que desfilam em uma avenida que faz curva e é estrangulada pelo muro do Museu MP e pelo rio paraibuna, blocos murchos e sem graça, violência na Banda Daki, etc. E a cidade, que fervilhava em carnavais passados atraindo pessoas de toda a região trazendo retorno e divulgação à cidade, hoje é o túmulo dessa festa. Não é preciso saudosismo, os fatos são reveladores. Também acho que cada um deveria aplicar seus próprios recursos financeiros para criar e participar da festa de Momo. Os contribuintes não deveriam pagar para realizarem esse evento, pelo menos não da maneira tão pobre como se encontra atualmente. E pensar que, no começo dos anos 80, escolas desfilavam com até 2000 componentes e havia cambistas vendendo ingressos de arquibancada!



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